Eriberto Leão - 7 October 2013 - globo.tv

TITLE: PEÇA QUE HOMENAGEIA CANTOR JIM MORRISON É ENCENADA EM ANGRA DOS REIS, RJ
AUTHOR: globo.tv
PUBLISHED: 7 OCTOBER 2013
AVAILABLE: globo.tv

Eriberto Leão - 6 October 2013 - globo.tv

TITLE: ERIBERTO LEÃO VIVE NO PALCO JIM MORRISON, DO THE DOORS
AUTHOR: JÔ SOARES
PUBLISHED: 6 OCTOBER 2013
AVAILABLE: globo.tv

Eriberto Leão - 25 September 2013 - UOL

TITLE: ERIBERTO LEÃO "RESSUSCITA" JIM MORRISON E CRITICA ROCK ATUAL E SOCIEDADE
AUTHOR: RAFAEL GODINHO
PUBLISHED: 25 SEPTEMBER 2013
AVAILABLE: UOL


Em cartaz com o musical "Jim", em homenagem ao lendário astro do rock Jim Morrison, vocalista da banda The Doors, Eriberto Leão conversou com o UOL sobre as semelhanças entre a conturbada vida do roqueiro e o momento atual de inquietação e revolta popular que o Brasil vive.

Envolvido com seu personagem, o ator acostumado a fazer papéis de galã na TV deu um tempo na imagem de bom moço para se dedicar ao projeto mais esperado de sua vida. "Eu comecei a pensar no Jim há mais de 20 anos, quando estava com 19. Hoje, eu estou com 41 e meu 'filho' finalmente foi gerado. Sempre tive vontade de construir um espetáculo para mostrar o Jim Morrison que eu via. Mais puxado para o lado da literatura, filosofia e não apenas o Jim louco."

Feliz com a receptividade do público desde que o espetáculo estreou no Rio de Janeiro, dia 9 de julho, o ator atribui o sucesso do musical às várias semelhanças que ele tem com o ídolo do rock. "Nós temos o mesmo timbre de voz e todo mundo diz que nos parecemos muito fisicamente. Isso ajuda muito na aceitação do público. Mas tudo foi estudado milimetricamente. Desde as posições que ele canta até a forma em que ele se comporta no palco. Há uma grande verossimilhança. Quem conhece o Doors sabe que a gente ressuscitou os caras", contou.

Eriberto teve receio de sofrer rejeição dos fãs de Jim: "Um dia chegou um cara no Rio que tinha uma tatuagem do Jim enorme nas costas e falou que tinha vindo para me xingar, mas depois quis me abraçar e voltar diversas vezes. Foi incrível ouvir aquilo. A gente tem um público muito bom e que sai muito mexido do espetáculo. Eu estou pensando em fazer uma espécie de documentário só da reação das pessoas. Rola uma certa carência dos fãs da banda."

Amante do rock and roll, o ator não está feliz com a cena musical atual: "O rock sem atitude e questionamento político e social do mundo e, principalmente, do nosso país não é rock and roll. Vamos nos lembrar de onde surgiu o movimento do rock, que vem do espírito de inquietação, de questionamento para com a sociedade, e não é isso que estamos vendo por aí. Até quando viveremos medíocres de pensamento e de atitude?"

Segundo o ator, uma banda brasileira que faz jus ao título de roqueira é Detonautas, grupo carioca liderado por Tico Santa Cruz, cantor que está sempre envolvido em causas sociais e políticas. "O Tico Santa Cruz tem feito discursos absolutamente coerentes. Eu acho até que ele merecia uma atenção melhor da mídia. Detonautas é a banda brasileira que mais se aproxima do que foi The Doors. A homenagem especial que o Tico fez para o Raul Seixas no Rock in Rio foi incrível. E pensar que o Raul nunca foi convidado para participar do festival. A pessoa mais roqueira de todos os tempos no Brasil é o Raul Seixas. Não é o Renato Russo, não é o Cazuza", afirmou.

Apesar de ser a favor da onda de protestos e manifestações que ocorrem no Brasil, o galã acredita que ainda falta muito para a sociedade brasileira sair do estado de alienação e ter mais voz ativa dentro da política nacional. "O gigante ainda não foi acordado. Creio que um próximo passo tem que ser dado. O que eu quero através da minha arte é abrir as portas. A sociedade vai decidir qual caminho seguir. Esse é o papel que eu posso cumprir com a minha arte. Eu não sou político. Ainda acredito que vai aparecer alguém que possa governar amando o Brasil e não querendo se enriquecer com ele", discursou.

Fora da televisão desde a novela "Guerra dos Sexos", em 2012, Eriberto disse que não pretende se envolver tão cedo com qualquer outro projeto que não tenha relação com "Jim". "O musical terá novas ramificações. Vou transformá-lo em um show. Vamos tocar em espaços alternativos para o público que curte rock and roll. Mas aviso que não será o show de uma banda cover. É um ator ressuscitando o artista. O lance é você fazer a plateia se sentir como se estivesse no show do Jim Morrison", anunciou.

Eriberto Leão - 6 September 2013 - BR Press

TITLE: TEATRO - ERIBERTO LEÃO FALA SOBRE JIM
AUTHOR: PEDRO DE LUNA
PUBLISHED: 6 SEPTEMBER 2013
AVAILABLE: BR Press


(Rio de Janeiro, BR Press) - Depois de cumprir temporada no Teatro do Leblon, no Rio, o ator Eriberto Leão leva a peça-musical Jim, sobre Jim Morrison, o líder do The Doors, a Niterói (RJ), onde estreia nesta sexta (06/09) às 21h, no Teatro Abel. 

Jim nasceu da paixão de Eriberto pelo cantor, escritor e símbolo sexual e da contracultura nos anos 70. Ele juntou Walter Daguerre (texto) e Paulo de Moraes (direção) e o resultado é uma homenagem. 

Conversar sobre The Doors com o ator, tão conhecido na TV por personagens apaixonantes como Tomé, de Cabocla, Dimas, de Sinhá Moça, e Pedro, de Insensato Coração, é despertar um novo personagem que, a julgar pela voz do ator, cai como uma luva a ele. Eriberto foi vocalista da banda de rock Hip Monsters.

Em cena, são 11 músicas do Doors, com uma banda ao vivo. A crítica elogiou mas nós preferimos conversar com Eriberto sobre essa encarnação, para tirar qualquer dúvida e espantar todos os fantasmas.

Confira a seguir a entrevista:

Pedro de Luna: De onde partiu o seu envolvimento com a peça?

Eriberto Leão: Eu idealizei a peça e chamei o Eduardo Barata para produzi-la. Paulo de Moraes dirigiu e Walter Daguerre escreveu, continuando uma parceria muito sólida que construimos. E estou muito feliz com o sucesso e a repercussão. Conseguimos!

Pedro de Luna: Como Jim Morrison e os Doors lhe influenciaram como artista e como pessoa?

Eriberto Leão: Eles foram minha grande influência, não só musical, mas literária, pois passei a ler aos 18 anos, todos os mestres/escritores/poetas/filósofos que faziam a cabeça do Jim e da banda. Portanto, a minha forma de ver e pensar o mundo foram totalmente influenciadas por eles.

Pedro de Luna: O repertório muda ou são as mesmas musicas a cada apresentação?

Eriberto Leão: Não. É uma peça de teatro, que tem onze músicas mas se pedem bis com muita força podemos fazer isso.

Pedro de Luna: Quem recrutou os músicos que tocam contigo?

Eriberto Leão: O Ricco Viana, nosso diretor musical. Ele chamou o Rorato (bateria) e o Felipe Barão (guitarra). O Zé Luiz Zambianchi que faz o piano elétrico e baixo juntos, exatamente como o Ray Manzarek fazia, tocou comigo no Hip Monsters entre 1997 e 1999. A banda é perfeita. As 5 mil pessoas que já assistiram nos dois meses de temporada no Rio são unanimes em afirmar que estamos exatamente iguais ao original. Tanto que não temos baixista, assim como o Doors era.

Pedro de Luna: Qual a maior dificuldade em encarnar Jim no palco?

Eriberto Leão: Conseguir o equilíbrio da voz dele que era influenciada por Elvis e Sinatra, com os gritos guturais e primitivos. Ele era sutil e extremamente instintivo. E poético. E sendo o Jim uma personalidade muito conhecida, tive de estudar seus movimentos, expressão corporal, tom de voz ao falar. E também, enfim, recriar milimetricamente uma pessoa que existiu de verdade e que continua vivo, como mito e na cabeça de muitos.

Pedro de Luna: Quais as suas expectativas para tocar para uma plateia formada em boa parte por roqueiros e fãs do Doors?

Eriberto Leão: Muito grande. Niterói, em especial, é uma cidade rock and roll, berço da Rádio Fluminense (a primeira a tocar rock no Brasil) e que mantém viva a chama do rocker.

Pedro de Luna: Sua banda na vida real toca alguma do Doors?

Eriberto Leão: Minha banda na vida real agora é o Doors.

Eriberto Leão - 6 September 2013 - globo.com

TITLE: NITERÓI RECEBE JIM MORRISON DE ERIBERTO LEÃO : MUSICAL COM O ATOR ENTRA EM CARTAZ NA CIDADE NESTE FIM DE SEMANA
AUTHOR: ADALBERTO NETO
PUBLISHED: 6 SEPTEMBER 2013
AVAILABLE: globo.com


NITERÓI - Jim Morrison está vivo. É o que parece quando se vê Eriberto Leão caracterizado como o vocalista da banda The Doors que morreu em 1971, aos 27 anos. O público de Niterói vai poder tirar suas próprias conclusões a partir de hoje. Neste fim de semana e no próximo, o ator entra em cartaz, no Teatro Abel, com o musical “Jim”, escrito por Walter Daguerre e dirigido por Paulo de Moraes.


VÍDEO O Jim Morrison de Eriberto Leão


Quem pensa que a vinda do espetáculo para a cidade se deve à proximidade com o Rio, onde o ator mora, está enganado. A escolha de montar “Jim” em Niterói, segundo Leão, tem tudo a ver com a cultura rock da cidade.

— Depois da estreia no Rio, fiz questão que Niterói fosse o primeiro destino da peça. Nesta cidade há uma autêntica resistência do rock, é o único lugar do estado em que acontecem festivais de música independente. A Rádio Fluminense deixou uma herança que é devidamente preservada. Por isso, é importante “Jim” vir para cá — explica o ator.

No espetáculo, ele vive um fã diante do túmulo de seu ídolo, pronto para uma espécie de acerto de contas. Leão contracena com a atriz Renata Guida, que interpreta uma mulher misteriosa.

Leão diz que seu amor por Jim Morrison é antigo. O que mais chamou sua atenção quando começou a ouvir as músicas dos Doors foi o estilo inquietante, questionador e anárquico do vocalista.

— Enquanto os Beatles pregavam “All you need is love”, Morrison dizia que a gente tinha é que acender o fogo. Ele estabeleceu uma ligação muito forte com a contracultura, que eu admiro muito. O despertar da juventude americana teve no The Doors uma de suas maiores inspirações. Suas letras são simbólicas e poéticas — comenta Leão.

Fazer o espetáculo é um sonho antigo do ator. Ele, que não conseguiu ver um show dos Doors com seu ídolo, diz que as músicas do grupo tiveram grande influência em sua formação. Leão se diz inquieto, e, graças a isso, conseguiu levar adiante o projeto de encenar “Jim”.

— Não tive a oportunidade de ver Morrison se apresentando, mas gosto de pensar que, de alguma forma, estou ressuscitando meu ídolo nos palcos. O amor que tenho por ele foi o que me motivou a fazer o espetáculo — afirma ele, empolgado.

A montagem de “Jim” não representa a estreia do ator no cenário musical. Aos 16 anos, ele montou a banda Desobediência Civil, que, como o nome sugere, seguia um estilo revoltado, influenciado pelos Doors, é claro.

— Ela tinha muito de contracultura, do Morrison e dos mestres que o inspiraram. Antes de ser um estilo de música, o rock’n’roll é uma atitude questionadora, algo que o grupo esbanjava — lembra o ator, acrescentando que, pouco tempo depois da formação da banda, mudou o visual por causa do pai. — Cheguei em casa como um verdadeiro punk e ele fez o mesmo no dia seguinte. Fiquei um tanto constrangido e acabei dando uma “diminuída”. Mas mantive os coturnos, os broches, a jaqueta e as camisas rasgadas, além da barba grande.

João, o filho do ator, parece ter o mesmo gosto musical. O menino de apenas 2 anos mostrou ao pai sua veia roqueira no período pré-carnaval.

— No começo do ano, eu estava decorando o samba da União da Ilha para não fazer feio na Sapucaí e ele me pediu para baixar o som. Aí, coloquei Eric Clapton para tocar. Era para fazer um teste, ver a reação do moleque. O semblante dele mudou completamente, ficou feliz — conta Leão, cheio de orgulho. — Mas João também adora MPB, tem curtido “Aquarela”, do Toquinho.

Eriberto Leão - 13 August 2013 - iG

TITLE: ERIBERTO LEÃO: "JIM ME REINFLAMOU. NÃO TEM COMO DEIXÁ-LO NO PALCO COMPLETAMENTE"
AUTHOR: NINA RAMOS
PUBLISHED: 13 AUGUST 2013
AVAILABLE: iG


O ator faz homenagem ao líder do The Doors e solta a voz no teatro. Ele defende que o músico, encontrado sem vida numa banheira aos 27 anos, não procurou a morte: “ Ele deve ter morrido de tanto amor”


É uma missão instigante saber onde começa e onde termina Eriberto Leão, Jim Morrison e João Mota. O primeiro, um ator inquieto, geminiano, fã fervoroso do vocalista do The Doors. O segundo, um poeta de alma selvagem, questionador, provocador e ícone da contracultura. O terceiro, um personagem em crise com a vida e a morte, que lê Jim por linhas tortas, acredita ser o jovem americano, morto aos 27 anos, reencarnado. Os três se mesclam a todo momento e estão, juntos e separados, no palco do Teatro Leblon, no Rio.

“Jim” nasceu da paixão de Eriberto pelo revolucionário músico. Ele juntou Walter Daguerre (texto) e Paulo de Moraes (direção) e o resultado não é uma peça autobiográfica, é uma homenagem. E conversar sobre The Doors com o ator, tão conhecido na TV por personagens apaixonantes como Tomé, de “Cabocla”, Dimas, de “Sinhá Moça”, e Pedro, de “Insensato Coração”, é de surpreender. Eriberto recebeu a equipe do iG na passagem de som da peça-musical (ele solta a impressionante voz em 10 músicas com uma banda ao vivo) e se mostrou imbuído por este que, sem dúvida, é seu grande papel até o momento.

“O que a gente buscou foi ser muito mais ser coerente com a poesia do Jim do que fazer um musical biográfico previsível. A gente traz o Jim através de um fã que o compreendeu de forma errada. A maioria dos fãs, aliás, compreende seus ídolos de forma equivocada por não se interessar verdadeiramente pelos mestres que influenciaram o seu ídolo. O João acha que o Jim Morrison se matou. Ele está com 40 anos, não conseguiu ganhar a vida com a poesia dele, acabou tendo de arrumar um trabalho que não amava, teve filhos, família... Daí despertou uma crise. Ele surge acreditando ser a reencarnação do Jim no túmulo dele com uma 38 em mãos brincando de roleta russa. Ele vai culpá-lo por tudo”, conta o ator sobre seu personagem.

O gosto pela leitura, principalmente de grandes filósofos e pensadores como Friedrich Nietzsche, William Blake e Arthur Rimbaud, deram base para Eriberto se tornar o homem que é hoje e para juntar as peças que formam o Rei Lagarto, um dos nomes atribuídos a Jim. Um personagem tão cheio de elementos e possibilidades presenteia o ator brasileiro com a responsabilidade de apresentar um Jim consistente, apesar de viver na corda bamba, para uma plateia lotada de fãs de Jim.

“Quando eu conheci o Doors, eu compreendi o Jim de uma maneira equivocada como um fã normal. Isso até os 18, 19 anos. Mas quando comecei a ler o que ele lia, comecei a abrir, de fato, as minhas portas da percepção, um novo caminho se abriu. É o que eu defendo. Isso é muito importante. Eu acho que a gente tem que ter dialética sempre em tudo. O que a gente não pode é deixar de discutir”, dispara.

É quase impossível falar de The Doors, Jim Morrison e contracultura sem entrar no assunto das drogas. O tema é abordado com cuidado na montagem. Embasado em estudos e ensinamentos de grandes cientistas, Eriberto acredita que, mesmo sem LDS ou “plantas de poder”, Jim seria tão genial quanto foi (e é).

“Acho que o que teria acontecido é que ele não se incendiaria tão rapidamente. Quem matou o Jim não foi o LSD ou as plantas de poder, foi o álcool, que é legal. Você consegue em qualquer esquina. É um assunto que a gente trata com cuidado, com muita responsabilidade. Não tem como falar de The Doors sem falar de drogas, mas não existe apologia nenhuma. É só uma colocação. O que não pode existir é uma demonização sem o conhecimento”, diz.

Sem cigarro, com um chope uma vez na vida e outra na morte e com o equilíbrio da meditação, Eriberto faz coro aos que acham que Jim não procurou a morte. Ele tinha amor pela vida, e deve ter morrido de tanto amor. “O Jim me reinflamou. Não tem como deixá-lo no palco completamente. Nem o João Mota, até porque tem um outro João do lado de lá que é meu filho, de dois anos”, conta.


Serviço:

“Jim” 
Teatro do Leblon - Sala Tônia Carrero 
Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon - Rio de Janeiro 
Terças, quartas e quintas, às 21h





Eriberto Leão - 12 July 2013 - globo.com

TITLE: ERIBERTO LEÃO: ATOR ENCARNA LÍDER DO THE DOORS EM "JIM"
AUTHOR: GLOBO.COM
PUBLISHED: 12 JULY 2013
AVAILABLE: globo.com


Sexo, drogas e rock’n’roll. Assim é reduzida a vida de muitos astros da década de 60, principalmente daqueles que morreram aos 27 anos. Jim Morisson é um deles. Líder da banda The Doors, foi um dos maiores representantes da contracultura americana. O cantor, no entanto, tinha outro lado que é pouco conhecido pelo grande público: poeta, intelectual e superdotado. É esse James Douglas Morrison que serviu como base para o espetáculo “Jim”, estrelado pelo ator Eriberto Leão. Ao lado de Renata Guida, o ator interpreta um fã do astro, chamado João Mota. Frustrado com os rumos de sua vida, ele decide acertar as contas com o ídolo, fazendo uma visita ao cemitério onde ele foi enterrado e propondo um jogo de roleta-russa.

Confira entrevista em vídeo e cenas da peça

A lápide é representada em cena por um piano verde. Acima das teclas, as datas de nascimento de morte de Jim Morisson: 1943-1971. Ao longo deste embate, o espectador é convidado a acompanhar as revelações pelas quais João Mota passa quando descobre algumas verdades sobre o ídolo – antes mal compreendido por ele. Quem o ajuda nessa jornada é uma mulher, representante de diferentes figuras femininas. A afinação entre os atores transforma o espetáculo num verdadeiro show, potencializado pelas dez canções que Eriberto canta ao vivo, acompanhado por uma banda.

Em entrevista exclusiva para o Globo Teatro, o ator conta que quis desenvolver este projeto desde os 18 anos, quando teve seu primeiro contato com "The Doors", em 1991. Em “Jim”, ele repete a parceria com o diretor Paulo de Moraes e o dramaturgo Walter Daguerre – com quem trabalhou em “A Mecânica das Borboletas”. Eriberto também comenta sobre o impacto que Jim Morisson teve em sua vida e fala sobre a presença que sente no palco durante as apresentações.

Você idealizou esse projeto e já tinha essa ideia desde que conheceu a banda em 1991. De onde veio essa vontade? Conta para a gente um pouco da concepção da peça.
Quando descobri The Doors tinha apenas 18 anos e isso mexeu muito comigo. Passei a ler todos os mestres que influenciaram a banda e principalmente o Jim Morrison. Eles acabaram virando minha mais forte referência literária e fizeram totalmente minha cabeça. Todos os livros que eu li entre os 18 e 25 anos foram relacionados à contracultura, aos poetas malditos e a filósofos como Nietzsche. Quando descobri mais profundamente a mente do Morrison, vi que até o próprio filme do Oliver Stone mostrava só um lado do Jim: o sexo, drogas e rockn’roll. Isso realmente existiu, Jim de fato buscava Dionísio. Mas ele não era só isso! Ele criou um personagem chamado Jim Morisson para provocar a plateia e a imprensa. Mas ele estudou teatro da crueldade, era um cara com um QI de três dígitos e foi considerado superdotado na escola que estudava. Então, esse personagem Jim Morisson é uma das facetas do James Douglas Morssion. Sempre tive essa vontade de fazer uma homenagem, mostrando o outro lado dele através de sua poesia e sendo coerente com a sua obra. É um espetáculo de teatro-poesia-rock.

Quem é esse cara, o João Mota?
É um fã que entendeu seu ídolo de forma errada. Ele foi fundo na mensagem do Jim, mas confundiu o flerte que ele tinha com a morte com um amor pelo suicídio. Em nenhum momento, o Jim teve uma vontade suicida. Ele exagerou. Seguiu William Blake que dizia que o caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria. Ele seguiu à risca tantos outros poetas malditos como Rambaud e Baudelaire. Não podemos esquecer que Rambaud abandona a poesia aos 19 anos e vira mercador de armas na África. Jim também tinha o plano de parar com o rock, abandonar Dionísio para ser realmente um poeta e voltar a trabalhar com cinema e teatro. É esse Morisson que me interessa. Ele não tinha vontade de se matar. Sua vontade era tirar as pessoas desse estado anestesiado, fazer com que elas assumissem a dor da existência. É como Jung diz: ninguém está livre do sofrimento enquanto nada na corrente caótica da vida. 

Como é esse jogo de roleta-russa que ele faz?
É um jogo bem simples. Como o Walter costuma dizer: só precisa de um revólver, uma bala e dois idiotas. É só um dos idiotas colocar a bala no tambor do revólver e girar, depois eles se revezam em apontar a arma para suas próprias cabeças. O idiota de mais sorte vence. É um jogo estúpido, mas altamente simbólico para esse cara que não sabe para onde ir. João é extremamente frustrado, não deu certo na vida e culpa o ídolo pelo seu próprio fracasso. Ele queria seguir os ensinamentos do Jim, mas não deu certo. É como seguir Jesus a vida inteira e descobrir que não existe paraíso. A roleta-russa simboliza esse caos interno do João Mota, dividindo os motivos do seu fracasso com o ídolo.

Qual é o papel da Renata no espetáculo?
Ela é uma parceira incrível, uma colega talentosíssima. Em cena, ela é o contraponto de tudo o que o João Mota sente. É uma aliada do Jim. É como se ela fosse a Pamela Courson, esposa dele. Mas é também Anima – o lado feminino do João Mota. É também um anjo e um demônio. Então é um personagem multifacetado e muito difícil, no qual Renata está brilhante. 

O espetáculo se baseia no legado deixado pelo vocalista do The Doors. Qual foi a influência dele e da banda na sua vida?
O Jim foi responsável pela abertura de algumas portas para mim mesmo, principalmente da inquietação e da não acomodação. Não aceitar aquilo que te colocam como verdade absoluta, sabe? Você tem que buscar sua própria verdade. Todos os homens que lutaram contra esse sistema já pré-estabelecido desde que nascemos foram perseguidos e considerados malditos. De malditos eles não têm nada! Para mim, são todos benditos! Isso me auxilia muito como ator na hora de exercer minha arte, principalmente no teatro, em projetos que tem a ver com a minha alma e com o que eu penso. Ninguém é senhor da verdade. É o que o próprio Jim dizia: o objetivo da poesia é abrir portas. Acho que a arte é isso: tirar as pessoas da acomodação e de um limite auto-imposto.

Em “Ventania”, você já tinha subido aos palcos para cantar uma música do The Doors.
Sim! Meu personagem era o lado das trevas do Zé Vicente, que escreveu “Hoje é dia de Rock”. Foi um texto maravilhoso do Alcides Nogueira; e eu fazia o lado da noite. Morisson dizia: uns nascem para o suave deleite e outros para os confins da noite. Na hora que vi o filho da noite, pensei no Jim. Tinha acabado de descobri-lo! Foi muita coincidência porque toda a estrutura e a alma do personagem tinha muita semelhança com ele. Então peguei emprestando alguns detalhes do Jim e concedi para o Vicente. A primeira vez que pisei no palco profissionalmente foi fazendo o primeiro acorde em ré de The End. Isso foi em 1996, já passaram quase vinte anos!

Você reutilizou referências para construir este espetáculo?
Fiquei dez anos sem ouvir The Doors. Quer dizer: ouvia uma vez ou outra porque ficar sem a banda não dá! Mas ouvia pouco, comparado à época que eu conheci. Quando acabou a novela “Guerra dos Sexos”, voltei a ouvir tudo com a mesma paixão de antes. O mais bacana é que as músicas já estavam tão entranhadas em mim que não precisei decorar uma letra! Já saí cantando. Ensaiamos bastante com a banda e essa repetição foi muito importante, como se eu nunca tivesse escutado o som. Também revi o filme do Oliver Stone, que já tinha visto umas 30 vezes – é um dos filmes que mais vi na vida! Mas logo no início percebi que não era aquele Jim que eu estava retratando. O trabalho do Val Kilmer merece Oscar, dizem que ele é um Jim melhor do que o próprio Morisson! (risos) Mas é aquela abordagem maniqueísta e a gente queria romper com isso e mostrar o Jim poeta ao invés do rocker. O roqueiro também está aqui também, durante as canções. Mas o resto é só sua poesia. 

Você disse que sentiu a presença de Jim no teatro. Como foi isso?
Se o cara faz Hamlet, ele vai sentir a presença do Hamlet. Ele sente dentro dele mesmo! Não é uma presença espírita. A gente se conecta. Acredito no que William Blake chamava de “gênio poético”. Cada artista pertence a um gênio diferente, que é muito próprio da sua linha de pensamento e de ação. E, com certeza, o gênio poético do Jim está aqui. Então eu o sinto, sim, mas por meio disso. Assim como sinto a presença de todos os mestres que o influenciaram. E sinto sua presença, principalmente, por meio do público que, ao enxergá-lo através de mim, manda uma energia que é potencializada ao longo de toda a apresentação. Está sendo incrível!

Renata Guida - 12 July 2013 - TV Brasil

TITLE: ESPETÁCULO SOBRE JIM MORRISON ESTÁ EM CARTAZ NO RIO
AUTHOR: TV Brasil
PUBLISHED: 12 JULY 2013
AVAILABLE: TV Brasil

Rui Silva - 14 May 2013 - Antena 3

TITLE: Portugal 3.0 - emissão de 14 Maio 2013
AUTHOR: ÁLVARO COSTA
PUBLISHED: 14 May 2013
AVAILABLE: Antena 3

Alice Cooper - 15 March 2013 - WENN

TITLE: ALICE COOPER: "JIM MORRISON & AMY WINEHOUSE WERE DESTINED TO DIE YOUNG"
AUTHOR: WENN
PUBLISHED: 15 MARCH 2013
AVAILABLE: WENN


Alice Cooper is convinced he survived rock ‘n’ roll excess because he wasn’t doomed to become part of the Forever 27 club, and always knew when it was time to stop partying.
The School’s Out singer insists he was a “lightweight drunk” compared to pal Jim Morrison, who like Janis Joplin, Jimi Hendrix and Amy Winehouse, was destined to live hard and die young – at 27.
He tells Rolling Stone, “Nobody could talk Jim Morrison out of dying. I was a drunk, but I was a lightweight compared to him, and nobody could talk him out of where he was going. Jim was gonna go there and that was it. Same with Amy. I don’t think anybody could’ve talked Amy out of where she was going.
“The true artists are always out on a limb. They’re always the ones that are just maybe gonna die.
“I had to wake up one morning and throw up blood and realise that was a pretty good sign God was saying, ‘That’s about enough out of you. You could still rock & roll, but you’re gonna have to do it a different way.’
“I was dying. Doctor said, ‘You got two more weeks before you join Jimi, Jim and all the boys.’ I said, ‘I want to stick around and make records.’ So I had to stop. Same with Iggy (Pop), same with Lou (Reed), same with Steven (Tyler) and Joe (Perry). They’re here because they got in the crossroads and made the right choice. If not, we would’ve been dead, all of us.
“I think the early guys, the Jim Morrisons, the Janis Joplins, just did not want to see 30 – 27 was the expiration date… and I guess they said, ‘That’s too close to 30, I’m just gonna burn out.’”

John Densmore - 22 February 2013 - billboard

TITLE: THE DOORS' JOHN DENSMORE HOPES BOOK SPURS "DIALOGUE" WITH BANDMATES
AUTHOR: GARY GRAFF
PUBLISHED: 22 FEBRUARY 2013
AVAILABLE: billboard


Drummer chats exclusively with Billboard about "The Doors: Unhinged" ... says he won't play with a "Jimitator," but a singer like Eddie Vedder? "I'm open to it"


While his new book may light some fires with his cohorts from the Doors, John Densmore is hoping it will also help fix the fractured state the iconic group's alumni are currently in.

In "The Doors: Unhinged (Jim Morrison's Legacy Goes on Trial)" -- due out April 17 online with a print-on-demand version available -- drummer Densmore writes about the lawsuit he and the late Morrison's family filed against keyboardist Ray Manzarek and guitarist Robbie Krieger when the two launched their Doors of the 21st Century in 2002, claiming use of the group's name and logo violated established band agreements. Densmore and his allies won a permanent injunction in 2005, and Manzarek and Krieger continued as D21C and Riders on the Storm before settling into the current Manzarek-Krieger moniker. The book also discusses Densmore's steadfast resistance to using the Doors' music in ads, including a $15 million offer from Cadillac to license "Break on Through (To the Other Side)" for the same campaign that used Led Zeppelin's "Rock and Roll," as well as Manzarek and Krieger's $40 million countersuit.

All of this has, of course, caused some splintering between the individual Doors, but Densmore tells Billboard he wrote "The Doors: Unhinged" to help repair some of the wounds.

"My relationship with Ray and Robbie has been rather strained, of course," acknowledges Densmore, whose previous Doors book, "Riders on the Storm," was published in 1990. "But at the end (of the book) I write about how I can't not love them for what we created together. It's bigger than all of us, so hopefully (the book) is a bit of an olive branch and we can head towards healing. They weren't there (in court). They were on tour. When we started out, my litigator said, 'This'll be a week' or whatever; it was three months, and they were there once or twice and I was there every day and a lot went on, and (the book) might illuminate them about what folks were saying on their behalf, ridiculous things, and I don't know whether they were aware of that.

"So I'm sending them the book and hoping to start a dialogue."

Densmore -- who was supported during the trial by Neil Young, Bonnie Raitt, short-term Doors of the 21st Century drummer and Police alumnus Stewart Copeland and others -- says that a silver lining during the ordeal was a chance to get to know the Morrison family and particularly the singer's father, retired U.S. Navy Admiral Steve Morrison.

"That was such a gift," Densmore says. "First of all, (Jim Morrison) said they were dead in his (press) bio -- the ultimate cutting of the 60s umbilical cord with the parents, right? But they stepped up to the plate with me, which really pleased me because they were rather estranged from their son... and here comes the admiral and he's going to support his son's legacy, and it was really sweet. We were standing together and it was touching, and I was thrilled to hear his testimony that he really got that we were four equal parts. Jim was the one who said we should all have an equal say and an equal split, and Steve talked about that and how special that was and how, 'Well, wait a minute, two of them are going to call themselves the Doors? No, that's not right,' and I was very pleased about that."

Despite the bad blood, Densmore -- who did join his bandmates for the "Breakin' a Sweat" collaboration with Skrillex -- says he won't rule out playing with Manzarek and Krieger again in some form.

"They've been asking me for years, 'Please come out and play...,' " he says. "It can't be the Doors; that's like the Police without Sting, the Stones without Mick, so come on! I wouldn't go on tour with them and a Jimitator, but if there was some benefit, some Live Aid or whatever, like Pink Floyd came together a few years ago (for Live 8) or something like that and we got some great singer like Eddie Vedder or whoever, that would be kind of cool. So I'm open to it."

Densmore launches an author tour of mostly independent music stores for "The Doors: Unhinged" with an April 20 Record Store Day appearance at Bull Moose in Portland, Maine. Other dates on the tour include:

April
21 -- TBA, Boston, Mass.
22 -- Record Archive, Rochester, N.Y.
23 -- Vintage Vinyl, Fords, N.J.

May
2 -- The Sound Garden, Baltimore, Md.
6 -- Criminal Records, Atlanta, Ga.
7 -- Waterloo Records, Austin, Tx.
15 -- Independent, Denver, Colo.
16 -- Dimple Records, Sacramento, Calif.
17 -- Rasputin, San Francisco, Calif.
18 --Silver Platters and Elliot Bay Books (tentative), Seattle, Wash.
19 -- Music Millennium, Portland, Ore.
25 -- Fingerprints, Longbeach, Calif.